Muito mais do que limusines e modelitos milionários, a grande noite do cinema guarda uma forte influência simbólica em vários cantos do mundo. O que parece a simples preferência de uma elite frescurenta de críticos chiques revela também posições políticas.
Conservar um imaginário favorável em milhões de espectadores pode render forte apoio a um diretor – desde patrocínios estratégicos até mesmo um trampolim para a tão aclamada estatueta. Cutucando essa ferida, o roteirista Luiz Bolognesi escreve ao Estado nessa terça-feira suas críticas e denúncias sobre o vencedor – “Guerra ao Terror venceu o Oscar porque, como nos filmes de forte apache, transforma os assassinos que dizimam outras culturas em heróis santificados”.
Segundo Bolognesi, a batalha entre os na”vi de Avatar e os soldados no Iraque não se tratava apenas do embate esquerda x direita ou cena comercial x independente, mas sim do tratamento oposto de cada um à máquina de guerra.
Além de legitimar este pilar fundamental da economia dos EUA, Guerra ao Terror dá face humana aos jovens enviados aos conflitos e de certa forma consola suas mães em prol de um nobre ideal.
Pensando assim, era de se esperar que, mesmo com sua arrasadora bilheteria, as eco-criaturas azuis não superassem os caridosos americanos, já que a indústria main stream não assinaria em baixo a transformação de seu general em vilão.
Vale muito a pena conferir o artigo inteiro aqui.
+ 04/11 Luiz Bolognesi no "Revista", da TV Brasil -
+ 15/03 Curso de roteiro com o Luiz -
+ 23/09 Rodrigo Santoro no “Lutas” -
+ 07/10 Luiz Bolognesi no Zoom da TV Cultura - O roteirista Luiz Bolognesi no Programa Zoom da TV Cultura
Buriti Filmes / Tel 55 (11) 3624-0794 / 55 (11) 3719-2372 / 55 (11) 3763-4486 / buriti@buritifilmes.com.br