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Vitória de “Guerra ao Terror” é criticada por Luiz Bolognesi

Muito mais do que limusines e modelitos milionários, a grande noite do cinema guarda uma forte influência simbólica em vários cantos do mundo. O que parece a simples preferência de uma elite frescurenta de críticos chiques revela também posições políticas.

Conservar um imaginário favorável em milhões de espectadores pode render  forte apoio a um diretor – desde patrocínios estratégicos até mesmo um trampolim para a tão aclamada estatueta. Cutucando essa ferida, o roteirista Luiz Bolognesi escreve ao Estado nessa terça-feira suas críticas e denúncias sobre o vencedor – “Guerra ao Terror venceu o Oscar porque, como nos filmes de forte apache, transforma os assassinos que dizimam outras culturas em heróis santificados”.

Segundo Bolognesi, a batalha entre os na”vi de Avatar e os soldados no Iraque não se tratava apenas do embate esquerda x direita ou cena comercial x independente, mas sim do tratamento oposto de cada um à máquina de guerra.

Além de legitimar este pilar fundamental da economia dos EUA, Guerra ao Terror dá face humana aos jovens enviados aos conflitos e de certa forma consola suas mães em prol de um nobre ideal.

Pensando assim, era de se esperar que, mesmo com sua arrasadora bilheteria, as eco-criaturas azuis não superassem os caridosos americanos, já que a indústria main stream não assinaria em baixo a transformação de seu general em vilão.

Vale muito a pena conferir  o artigo inteiro aqui.

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