Como todo adolescente, Neto (Rodrigo Santoro) gosta de desafiar o perigo e comete pequenas rebeldias, incompreendidas pelos pais, como pichar os muros da cidade com os amigos, usar brinco e fumar um baseado de vez em quando.

Nada demais. Mas seus pais (Othon Bastos e Cássia Kiss) levam as experiências de Neto muito a sério e, sentindo que estão perdendo o controle, resolvem trancafiá-lo num hospital psiquiátrico.

No manicômio, Neto conhece uma realidade desumana e vive emoções e horrores que ele nunca imaginou que pudessem existir.

Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi tinham decidido uma coisa: iam fazer o primeiro longa. Faltava apenas uma boa história para contar.

Na época, Laís fazia uma pesquisa sobre saúde mental. O crescente interesse pelo assunto culminou na leitura do livro O Canto dos Malditos, de Austregésilo Carrano.

A obra emocionou tanto que, enfim, decidiram: ou fariam Bicho de Sete Cabeças, ou não fariam mais nada.

As dificuldades surgiram, mas, após um longo período, o filme foi lançado e aclamado pelo público e pela crítica. E o título da obra ilustra bem as proporções grandiosas que tomou.

CARREIRA

No Brasil, Bicho de Sete Cabeças fez cerca de 450 mil espectadores nos cinemas e, quando exibido na Rede Globo, atingiu média de 37 pontos de audiência.

O longa também recebeu 45 prêmios internacionais e foi visto em toda a América Latina, por meio da HBO.

MAKING OF

Bicho no Set, dirigido por Edu Abad, faz um apanhado de cenas externas e internas de ensaios e gravações, mostrando a interação da diretora Laís Bodanzky com os atores.

Alguns momentos são descontraídos - outros, nem tanto. São momentos tão fortes que emocionam até mesmo a equipe de filmagem.



direção  Laís Bodanzky
roteiro  Luiz Bolognesi
produção  Sara Silveira, Caio Gullane, Fabiano Gullane, Luiz Bolognesi, Marco Müller
produção executiva  Maria Ionescu, Fabiano Gullane
direção de produção  Caio Gullane
direção de arte  Marcos Pedroso
direção de fotografia  Hugo Kovensky
assist. direção  Inês Mulin
preparação de elenco  Sérgio Penna
produtora de casting  Vivian Golombek
montagem  Jacopo Quadri, Letizia Caudullo
continuista  Florence Weyne Robert
coreógrafo  Fernando Lee
colaboração no roteiro  Sérgio Penna, Austregésilo Carrano Bueno, Priscila Torres, Ariene Leite, Nando Bolognesi
câmera/testes vídeo  Rodrigo Marins
som direto  Romeu Quinto
canções  Arnaldo Antunes
trilha sonora original  André Abujamra
edição de som  Silvia Moraes
produção musical  Pena Schmidt para PS Prods
vídeo assist  Camila Miranda
captação do making of  Eduardo Abad
figurinista  Carolina Li
maquiagem  Gabi Moraes


33º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro (2000)

Melhor Filme - Prêmio do Júri, Melhor Filme - Prêmio da Crítica, Melhor Filme - Prêmio do Público, Melhor Direção, Melhor Ator (Rodrigo Santoro), Melhor Ator Coadjuvante (Gero Camilo), Melhor Fotografia, Prêmio ANDI/Unicef - Cinema pela Infância*, Troféu Saruê do jornal Correio Braziliense para Rodrigo Santoro.

* O júri do Prêmio ANDI - Cinema pela Infância, composto por jovens estudantes e protagonistas sociais, decidiu premiar por julgar que o filme contribui para uma profunda reflexão sobre as relações entre o jovem, a família e as instituições sociais.

5º Festival do Recife (2001)

Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Ator (Rodrigo Santoro), Melhor Atriz Coadjuvante (Cássia Kiss), Melhor Ator Coadjuvante (Gero Camilo), Melhor Trilha Sonora, Melhor Som, Melhor Montagem

Festival de Locarno – Suíça (2001)

Prêmio Júri Jovem

Festival de Cinema de Biarritz - França (2001)

Melhor Filme (Soleil D`Or)

Festival Internacional de Cinema de Trieste - Itália (2001)

Melhor Primeiro Filme, Diretor Estreante, Júri Jovem, Prêmio da Imprensa para Melhor Primeiro Filme

Festival de Creteil - França (2001)

Melhor Filme do Júri Jovem

Prêmio Margarida de Prata - CNBB (2001)


Prêmio Qualidade Brasil - ICQ (2001)

Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator (Rodrigo Santoro), Melhor Atriz (Cássia Kiss)

Festival de Santo Domingo - República Dominicana (2001)

Melhor Ator

Festival de Cartagena - Colômbia (2001)

Melhor Filme de Diretor Estreante, Melhor Ator (Rodrigo Santoro)

Festival Sesc Melhores Filmes de 2001

Melhor Ator (Rodrigo Santoro)

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro - Academia Brasileira de Cinema (2002)

Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Ator (Rodrigo Santoro), Melhor Trilha Sonora, Melhor Coadjuvante (Othon Bastos), Melhor Montagem

Prêmio APCA - Associação Paulista dos Críticos de Artes (2002)

Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Ator (Rodrigo Santoro)

6º Festival do Recife (2002)

Melhor Filme 2001 - Juri Popular

1º Festival Iberoamericano de Cine "Cero Latitud" - Quito/Equador (2003)

Melhor ator (Rodrigo Santoro)

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